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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

"Dilma deveria renunciar"..

O candidato do PSC à Presidência da República, Pastor Everaldo, disse em entrevista ao jornal “O Globo” nesta terça-feira (9) que a presidente Dilma Roussef deveria “renunciar à Presidência e à sua candidatura” após as denúncias de pagamento de propinas na Petrobras. Reportagem da edição deste final de semana da revista “Veja” afirma que o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em depoimentos à Polícia Federal (PF) que três governadores, seis senadores, um ministro e pelo menos 25 deputados federais foram beneficiados com pagamentos de propinas oriundas de contratos com fornecedores da estatal. “Sinceramente, não posso fazer julgamento temerário, mas se ela tivesse um pouco de bom senso, deveria renunciar à presidência e à candidatura. Não é possível que ela, que é gestora, tenha deixado acontecer tudo isso e dizer ‘eu não sabia’”, afirmou Everaldo. “Chega de PT, e como eu disse, fora a atual presidente Dilma. Ela deveria sair agora.”

Durante a entrevista, o candidato do PSC mencionou, por diversas vezes, ser a favor da privatização de empresas estatais que, segundo ele, são “focos de corrupção”. Ele também disse que o governo federal deve ser responsável por “reestabelecer a ordem” no país para “parar com essa corrupção”.
Na sequência, o candidato foi questionado sobre o motivo de o PSC não ter deixado a base de apoio à eleição de Dilma em 2010, mesmo com o escândalo que ficou conhecido como “mensalão do PT”.

Para Everaldo, naquela época “havia o benefício da dúvida”. “Naquele momento, havia o julgamento, foi comprovado agora e foram presos. Todos nós tínhamos dúvidas [...] Naquela época, havia o benefício da dúvida. Porque agora, se as coisas têm um antecedente, se isso repetiu, não é possível um evento que repetiu agora e dizer que não sabia. A presidente Dilma é responsável por tudo que está acontecendo aí”, afirmou Pastor Everaldo. Everaldo ainda respondeu sobre os mais de R$ 4 milhões que seu partido teria recebido para apoiar a candidatura de Dilma em 2010. Para o candidato do PSC, a quantia “é pequena” e não pode ser comparada com o mensalão. “A quantia foi dispensada, foi legalmente transferida para pagamento de despesa da campanha majoritária. Com transparência, legal, recebida. Bem diferente do mensalão, que foi caixa 2 [...] Eu defendo qualquer contribuição partidária com transparência. Não pode é sonegar informação para a sociedade brasileira”, afirmou. (G1).


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